As campanhas mais marcantes de estreantes na fase moderna da Liga dos...

As campanhas mais marcantes de estreantes na fase moderna da Liga dos Campeões

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A Liga dos Campeões da temporada 2017/18 começa no dia 12 de setembro, e já tem seus grupos definidos. A ansiedade para conhecer os adversários da chave deve ter sido ainda maior para dois times em especial: O Qarabag-AZE (que enfrentará Chelsea, Atletico de Madrid e Roma no grupo C) e o Red Bull Leipzig-ALE (colocado na chave G, com Monaco, Porto e Besiktas).

O motivo para essa ansiedade maior é simples: Tanto o clube alemão quanto o azeri participam pela primeira vez do torneio de clubes mais prestigiado da Europa. E fazer um bom papel logo em sua primeira participação na Liga dos Campeões não é tarefa para muitos, ao menos no formato “moderno” do torneio (iniciado em 1992-93).

Para inspirar os dois debutantes e incentivar surpresas, o Alambrado relembra outras equipes que fizeram bonito logo na primeira vez que disputaram a Liga dos Campeões. Confira:

2010-11: Tottenham

O Tottenham passou várias décadas vendo o maior rival Arsenal ser o representante de Londres nas maiores competições europeias, e até o Chelsea virar figurinha carimbada na Liga dos Campeões. Quando finalmente estreou na Champions, os Spurs tentaram recuperar o tempo perdido.

Na primeira fase, foram sorteados no mesmo grupo da atual campeã Internazionale. Mesmo perdendo em um jogaço em Milão que terminou 4×3, os ingleses conseguiram vencer os nerazurri por 3×1 em seus domínios, avançando em primeiro na chave que ainda contava com Twente e Werder Bremen.

Nas oitavas, mais um jogo difícil, contra o gigante Milan. Liderados por Bale, os Spurs avançaram graças ao 1×0 conquistado no San Siro. No entanto, na fase seguinte veio o choque de realidade: o Tottenham não foi páreo para o Real Madrid, que venceu o duelo com 5×0 no placar agregado.

1997-98: Bayer Leverkusen

Classificado para a Liga dos Campeões pela primeira vez graças ao vice-campeonato alemão na temporada anterior, o Bayer fez uma boa fase de grupos em sua estreia, conquistando 13 pontos em uma chave com Monaco, Sporting-POR e Lierse-BEL.

Em um time que contava com grande fase do volante brasileiro Emerson, autor de quatro gols no torneio, a jornada acabou sendo parada pelo Real Madrid, nas quartas de final. Depois de segurar os merengues com 1×1 na Alemanha, o Leverkusen acabou eliminado ao sofrer um 3×0 em Madri.

1995-96: Auxerre

Embalado depois da conquista de seu primeiro (e único) título francês na temporada anterior, o Auxerre estreou na Champions League sem altas expectativas, já que o investimento era baixo e o elenco não possuía grandes estrelas. Mas os primeiros resultados foram animadores.

Os franceses conseguiram fechar a fase de grupos em primeiro lugar em sua chave, mesmo enfrentando o fortíssimo Ajax, então vice-campeão europeu, com direito a uma vitória em plena Amsterdam Arena.

O sonho de uma surpresa não parecia impossível, mas terminou nas quartas de final, graças ao Borussia Dortmund, que superou o Auxerre com 4-1 no placar agregado. O time aurinegro terminaria com o título naquele ano.

2016-17: Leicester

Leicester fez bonito em sua primeira Champions (Foto: Divulgação)
Leicester fez bonito em sua primeira Champions (Foto: Divulgação)

Essa ainda está fresca na memória. Depois de viver o maior conto de fadas recente no futebol europeu, conquistando o título inglês contra todos os prognósticos, o Leicester estreou na Liga dos Campeões sabendo que a história já estava feita, mas uma nova façanha deixaria o final ainda melhor.

O time passou sem maiores problemas da fase de grupos, passando por Porto, Copenhagen e Brugge e se garantindo no mata-mata com antecedência. Nas oitavas, um duelo difícil contra o Sevilla, que venceu por 2×1 na Espanha. Mas na volta as Raposas reverteram a vantagem com um 2×0 no estádio King Power.

O Leicester só foi eliminado nas quartas de final, mas mesmo assim vendeu caro o resultado contra o Atlético de Madri. O time se fechou na Espanha, mas não conseguiu evitar o gol de pênalti de Griezmann. Na volta, o 1×1 deu a vaga nas quartas para os colchoneros.

2012-13: Málaga

No início desta década, o Málaga recebeu um investimento considerável de um fundo de investimentos do Catar. Com isso, o clube conseguu subir de patamar e garantir a participação na Liga dos Campeões em 2012, com um quarto lugar no Espanhol.

O time passou invicto pela fase de grupos, com três vitórias e três empates, enfrentando Milan, Anderlecht e Zenit. Graças ao brilho do jovem craque Isco e a experiência de figuras como Roque Santa Cruz, Júlio Baptista e Saviola, o time passou pelo Porto nas oitavas, perdendo por 1×0 em Portugal e fazendo 2×0 em casa.

O duelo das quartas parecia tenso. O Borussia Dortmund vinha em grande fase sob o comando de Jurgen Klopp, e no primeiro jogo, em Málaga, o placar não saiu do zero. Na volta, os espanhois chegaram a estar com a vaga na mão, vencendo por 2×1 até os 45 do segundo tempo. Mas o Borussia marcou dois gols nos acréscimos e acabou com a festa.

1999-00: Chelsea e Lazio

Às vezes bons estreantes acabam se cruzando. Na temporada 1999-00, a Lazio, que se consagraria campeã italiana naquele ano, e o Chelsea, ainda em uma fase pré-Abramovich, estrearam na fase de grupos da Liga sem muitos problemas, passando em primeiro em seus grupos.

Mas naquela época a Champions tinha uma segunda fase de grupos, com 4 chaves, e em uma delas os italianos e ingleses acabaram se encontrando, buscando vagas para as quartas contra Marseille e Feyenoord. Ambos concluíram o objetivo mais uma vez, com a Lazio em primeiro e o Chelsea em segundo.

As coincidências não pararam por aí: ambos os times azuis foram eliminados na fase seguinte, com goleadas para times espanhois. Enquanto a Lazio de Verón e Nedved sucumbiu ao Valencia (2×5 e 1×0), o Chelsea de Zola e Desailly até venceu a ida contra o Barcelona por 3×1, mas foi eliminado com um 5×1 em Barcelona, com show de Rivaldo.

2000-01: Deportivo La Coruña e Leeds United

Mais uma vez, caminhos que se cruzam. O La Coruña de Djalminha vivia a melhor fase de sua história, época em que batia de frente com Real e Barcelona pelo título espanhol. O Leeds United já havia vivido bons momentos até mesmo no cenário europeu, mas jogava pela primeira vez a fase de grupos da Liga dos Campeões.

O Deportivo passou pela primeira fase invicto e na segunda superou um grupo forte, com Milan, PSG e Galatasaray. Já o Leeds sofreu um pouco, mas conseguiu sobreviver mesmo enfrentando Milan, Barcelona, Real Madrid e Lazio no caminho. Os dois times se enfrentariam nas quartas de final.

Na ida, os ingleses praticamente garantiram a vaga, com um 3×0 liderado por Alan Smith. Na volta, o Deportivo ameaçou uma reação, mas parou nos 2×0. O Leeds avançou até as semis, e acabou sendo eliminado pelo Valencia (3×0 no agregado).

1994-95: Paris Saint German

Raí durante o confronto contra o Barcelona (Foto: Reprodução)
Raí durante o confronto contra o Barcelona (Foto: Reprodução)

Esqueça o investimento bilionário atual: na década de 1990, o Paris Saint Germain era um forte, com gente do calibre de George Weah e Raí, mas passava longe das riquezas dos gigantes europeus. Isso não impediu uma grande campanha na primeira participação dos parisienses.

A prova de força veio logo na primeira fase, quando os franceses superaram o Bayern de Munique para assegurar o primeiro lugar da chave. Nas quartas, o time deixou para trás nada menos que o Barcelona de Stoichkov, Koeman e Guardiola, com 1×1 fora e 2×1 em Paris.

Nas semifinais, o confronto seria contra um dos times mais temidos da época, o Milan. Acabaria aí a jornada do PSG, com 3×0 no placar agregado para os rossoneros, que contavam com Baresi, Boban e Maldini.

2005-06: Villarreal

Time aguerrido do Villarreal parou em um pênalti de Riquelme (Foto: Reprodução)
Time aguerrido do Villarreal parou em um pênalti de Riquelme (Foto: Reprodução)

A definição de “time encardido” encaixa bem com o Villarreal da temporada 2005-06. Repleto de sul-americanos, com um leque que ia dos mais raçudos (como Sorín) até os mais técnicos (como Riquelme e Forlán), o submarino amarelo acabou sendo uma grata surpresa desde o início.

Foram quatro empates e duas vitórias na fase de grupos, ajudando a causar, por exemplo, a eliminação do gigante Manchester United. O time marcou apenas três gols e sofreu um, mas permanecia invicto.

Nas oitavas, contra o Glasgow Rangers, mais sofrimento, mas vaga garantida com outros dois empates (2×2 fora e 1×1 em casa). O time enfrentaria nas quartas a forte Internazionale de Adriano, e perdeu a invencibilidade em Milão, por 2×1. Na volta, reverteu a desvantagem com um 1×0 suado.

Viria então a semifinal contra o Arsenal, e naquela altura já não se sabia o que esperar. Os ingleses venceram a ida por 1×0 e na Espanha os amarelos pressionaram até o fim, quando Riquelme teve um pênalti para bater e levar o jogo à prorrogação. Mas o craque do time, ironicamente, perdeu a cobrança no fim do jogo.

1999-2000: Valencia

Valencia bateu na trave em sua estreia na Liga (Foto: Divulgação)
Valencia bateu na trave em sua estreia na Liga (Foto: Divulgação)

O Valencia havia disputado a antiga Copa dos Campeões na temporada 1971-72, mas só estreou no formato atual na temporada 1999-00, e chegou muito longe. Um time forte, com Cañizares, Mendieta, Claudio Lopez Angulo e Angloma, entre outros.

Na primeira fase, classificação invicta em um grupo com o atual vice-campeão Bayern, Rangers e PSV. Na segunda o time passou alguns apertos, mas conseguiu o segundo posto em uma chave com Manchester United, Fiorentina e Bordeaux.

Chegaram as quartas, onde o time eliminou a Lazio com direito a goleada, como visto acima no texto. Na semi, duelo contra o Barcelona de Rivaldo e Figo no auge. A vitória por 4×1 no Mestalla deu tranquilidade e até mesmo permitiu a classificação com um 2×1 adverso na volta, no Camp Nou.

Na final, outro espanhol. Simplesmente o galático Real Madrid. E dessa vez não deu para os novatos do Valencia. Os merengues dizimaram as chances adversárias com um incontestável 3×0, gols de Raul, McManaman e Morientes.

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