No Paulistão, só Red Bull, Rio Claro e Novorizontino desafiam os grandes...

No Paulistão, só Red Bull, Rio Claro e Novorizontino desafiam os grandes na história

Apenas três das 16 equipes menores da Série A1 têm bom aproveitamento contra os principais times do estado.

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Centenário, o Campeonato Paulista consagrou, ao longo de décadas, quatro equipes muito superiores às demais do estado. Corinthians, Palmeiras, Santos e São Paulo praticamente se revezam na conquista do troféu.

Mais do que isso: o quarteto ainda conta com retrospecto amplamente favorável no confronto direto com a maioria das equipes menores. A edição 2016 da Série A1 evidencia esse aspecto, comum a quase todos os estaduais brasileiros.

Dos 16 clubes, apenas Red Bull, Rio Claro e Novorizontino conseguem ao menos igualar o aproveitamento contra os quatro grandes. No caso dos dois primeiros, pesa o fato de serem novatos na elite – o Rio Claro, apesar de centenário, poucas vezes disputou a primeira divisão na história.

Novorizontino foi vice-campeão paulista em 1990 (Foto: Reproduçao)
Novorizontino foi vice-campeão paulista em 1990 (Foto: Reproduçao)

No caso do Red Bull, o novato clube-empresa está somente em seu segundo ano na Série A1. Ao menos no ano passado, o início foi promissor. A equipe empatou com o Corinthians e venceu o Palmeiras. Perdeu para São Paulo e Santos. Em 2016, já iniciou a caminhada com um empate sobre os tricolores.

Constante na primeira divisão nos últimos anos, o Rio Claro também tem desafiado a soberania dos maiores de São Paulo. Ou pelo menos um deles. O time jamais venceu Corinthians, São Paulo e Santos, mas tem sido pedra no sapato do Palmeiras.

Em quatro confrontos até aqui, o time do interior soma uma vitória, uma derrota e dois empates diante do Palmeiras. As equipes se enfrentarão novamente neste ano, quando o Rio Claro terá a chance de chamar o Palmeiras de freguês, caso vença.

Outro novato na primeira divisão, o Água Santa enfrentará os grandes pela primeira vez neste ano, contando com oportunidade semelhante à de Red Bull e Rio Claro. O time de Diadema só não enfrentará, ao menos na primeira fase, o Corinthians, que está no seu mesmo grupo.

De volta à elite, o Novorizontino é um caso à parte no Campeonato Paulista. Enquanto Red Bull e Rio Claro se valem de poucos confrontos para ter um bom retrospecto contra os campeões, a equipe fundada em 1973 viveu grande fase entre o final dos anos 70 e início dos 90.

À época, contou com aporte financeiro de empresários para revelar bons nomes e contratar reforços consideráveis. O Tigre viveu seu auge em 1990, quando chegou à final do torneio e perdeu para o Bragantino na chamada “final caipira”.

Após o bom período, o clube foi vendido para a família Chedid – a mesma do Bragantino – e declinou rapidamente para as divisões inferiores. Nesse período, chegou a fechar as portas e viveu no limbo até o ano passado, quando enfim reconquistou o acesso.

Com isso, na história, a equipe ficou com bons números contra os grandes. Seu alvo favorito é o Santos. São, ao todo, seis vitórias, seis empates e cinco derrotas, o que iguala o retrospecto dos dois times. Contra o Corinthians, são quatro vitórias, sete derrotas e seis empates.

O saco de pancadas

Oposto a Red Bull, Rio Claro e Novorizontino, o Oeste não tem boas lembranças contra os grandes paulistas. Mesmo estando há alguns anos na elite, o time de Itápolis jamais conseguiu vencer Corinthians, Palmeiras, São Paulo e Santos.

Contra o alvinegro da capital, foram sete derrotas em sete jogos. Contra o alvinegro praiano, seis derrotas e um empate. Contra o São Paulo, quatro derrotas e dois empates. Por fim, diante do Palmeiras, são três derrotas e três empates.

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