A CBF sorteou na última terça-feira (04) os confrontos das oitavas de final da Copa do Brasil deste ano, provocando pelo menos três encontros entre gigantes do futebol brasileiro: Santos x Corinthians, Palmeiras x Cruzeiro e Flamengo x Vasco.
Apesar de ser um torneio prolífico em grandes zebras, duelos entre times do chamado “G-12” são bastante frequentes nos 26 anos de história da competição.
O Alambrado fez um levantamento considerando esses jogos, para apontar quais times possuem melhor desempenho contra os outros grandes do nosso futebol.
Confira o aproveitamento de cada clube, além dos duelos mais frequentes e grandes freguesias no torneio:
O “carrasco”
Não chega a ser coincidência que um dos maiores campeões da Copa do Brasil ocupe o topo do ranking de melhores desempenhos contra os outros integrantes do G-12. Com quatro títulos, o Cruzeiro é o time que mais se deu bem quando encontrou os grandes.
Foram 22 embates valendo vaga ou título, e em 15 deles a Raposa levou a vaga. Uma média decisiva em um torneio de tiro curto como a Copa do Brasil.
Na segunda posição do ranking encontra-se o Internacional, que apesar da baixa quantidade de duelos (apenas 12), conquistou o objetivo em oito ocasiões.
Quem fecha o pódio é o outro tetracampeão da competição, o Grêmio. Foram 30 confrontos entre o Tricolor gaúcho e outros grandes, e em 17 deles o time de Porto Alegre saiu vitorioso.
Nas posições mais baixas, vale destaque o fraco desempenho do Vasco, campeão em 2011. O cruzmaltino levou a melhor apenas quatro vezes nas 14 vezes em que se encontrou com grandes.
Veja o ranking completo com o desempenho de cada clube:
1) Cruzeiro: 15 classificações – 7 eliminações
2) Internacional: 8 classificações – 4 eliminações
3) Grêmio: 17 classificações – 13 eliminações
4) Flamengo: 12 classificações – 9 eliminações
5) Botafogo: 6 classificações – 5 eliminações
6) Corinthians: 10 classificações – 11 eliminações
7) Palmeiras: 7 classificações – 8 eliminações
8) Santos: 5 classificações – 6 eliminações
9) São Paulo: 5 classificações – 7 eliminações
10) Atlético-MG: 6 classificações – 10 eliminações
11) Fluminense: 3 classificações – 7 eliminações
12) Vasco: 4 classificações – 10 eliminações
Percentuais
O formato mata-mata permite que times não venceram nenhum dos jogos do confronto se classifiquem, por meio da disputa de pênaltis ou do famigerado critério do gol qualificado.
Por conta disso, é importante lembrar quais equipes possuem um retrospecto melhor nas contas “frias” da matemática. Para tanto, consideramos a distribuição de pontos utilizada atualmente (três pontos por vitória, um por empate e zero por derrota).
Somando os pontos de cada time e comparando com a pontuação máxima possível, o ranking de aproveitamento fica sensivelmente diferente do anterior, passando a ter Flamengo, Santos e Inter como os únicos a conquistarem mais de 50% dos pontos possíveis. Nestes termos, o Palmeiras passa a ser o lanterna.
1) Flamengo: 17 vitórias – 13 empates – 12 derrotas (50,8%)
Santos: 9 vitórias – 5 empates – 7 derrotas (50,8%)
3) Internacional: 9 vitórias – 8 empates – 6 derrotas (50,7%)
4) Cruzeiro: 16 vitórias – 17 empates – 11 derrotas (49,2%)
5) Botafogo: 8 vitórias – 8 empates – 6 derrotas (48,4%)
6) Corinthians: 15 vitórias – 14 empates – 13 derrotas (46,8%)
7) Grêmio: 18 vitórias – 25 empates – 16 derrotas (44,6%)
8) São Paulo: 7 vitórias – 8 empates – 8 derrotas (42%)
9) Fluminense: 5 vitórias – 8 empates – 7 derrotas (38,3%)
10) Atlético-MG: 9 vitórias – 8 empates – 15 derrotas (36,4%)
11) Vasco: 6 vitórias – 11 empates – 11 derrotas (34,5%)
12) Palmeiras: 7 vitórias – 10 empates – 13 derrotas (34,4%)
Melhores sequências
Por três oportunidades, times grandes do futebol brasileiro trilharam um caminho difícil e contando apenas com adversários do G-12 das oitavas até a grande final, culminando com o título da Copa do Brasil.
O primeiro a conseguir o feito foi o Internacional, campeão em 1992 após eliminar, em sequência, Corinthians (4×0 e 0x0), Grêmio (após dois empates por 1×1, vaga nos pênaltis) e Palmeiras (duas vitórias por 2×1), conquistando a taça contra o Fluminense após perder por 2×1 no Rio e fazer 1×0 em casa.
Quatro anos depois, o Cruzeiro repetiu a façanha. Vagas contra Vasco (6×2 e 1×1), Corinthians (4×0 e 2×3) e Flamengo (1×1 no Rio e 0x0 no Mineirão), e título contra o Palmeiras após empate por 1×1 em São Paulo e 2×1 cruzeirense em Minas.
O feito só seria repetido no ano passado, com a campanha impressionante do Atlético-MG.
Após duas vitórias contra o Palmeiras nas oitavas (1×0 e 2×0), o Galo reverteu heroicamente os 2×0 aplicados pelo Corinthians nas quartas e pelo Flamengo nas semis, garantindo-se na final com dois placares de 4×1 históricos. Na final, duas vitórias contra o Cruzeiro (2×0 e 1×0) deram o título ao time alvinegro.
Freguesias
O histórico de confrontos entre grandes na Copa do Brasil rende alguns bons motivos para provocações entre torcedores.
Os botafoguenses, por exemplo, podem sentir-se à vontade para tripudiar atleticanos quando o foco está no torneio. Os times duelaram em três edições, e em todas o time carioca levou a vaga (em 2007, 2008 e 2013).
Outra freguesia considerável na competição vem do duelo entre Grêmio e Corinthians. Das seis vezes em que se enfrentaram, o time gaúcho levou a melhor em cinco (1991, 1994, 1997, 2001 e 2013).
O alvinegro paulista se deu bem apenas uma vez, que acabou sendo importantíssima: a final de 1995, vencida pelo Corinthians nos dois jogos (2×1 e 1×0), rendendo seu primeiro título na competição.
Confrontos frequentes
O Grêmio está envolvido nos três confrontos que mais se repetem na história do torneio.
Contra o Corinthians foram 12 jogos, com quatro vitórias gremistas, seis empates e dois triunfos corintianos.
Contra o Flamengo, mais 12 jogos, com vantagem para o rubro-negro, que conquistou quatro vitórias. Foram cinco empates e três vitórias do Grêmio.
O terceiro duelo mais repetido envolve o tricolor gaúcho e o Palmeiras. Foram oito jogos, com duas vitórias alviverdes, cinco empates e apenas uma vitória do Grêmio.